domingo, 24 de outubro de 2010

O Eterno Charles Chaplin

Charles Spencer Chaplin nasceu em Londres, Inglaterra, em 16 de abril de 1889. Sua mãe Lili Harley era atriz de comédia e seu pai o abandonou quando criança.

Conhecido mundialmente como Charles Chaplin, Carlitos ou o Vagabundo, foi e ainda é o maior gênio do cinema. Seu cinema era o verdadeiro cinema, a real atuação. Quem não o conhece? Quem não viu ao menos uma cena de seus filmes? Acho difícil alguém não o conhecer. Chaplin nos fez rir e chorar, foi ousado, tanto que, se revoltou com a criação do cinema falado. Quem na época teria tamanha coragem e ousadia para fazer um filme sobre o nazismo, satirizando o próprio Adolf Hitler. Chaplin nos emocionou em O Garoto e Luzes da Cidade. Carlitos atuava com alma e coração. Basta olhar em seus olhos e você sabe exatamente o que ele estava sentindo.

Um dos primeiros filmes que vi foi Tempos Modernos, quem diria que este filme se tornaria tão importante, a ponto de se tornar praticamente obrigatório assisti-lo na escola - pena que eu não tive a sorte de tê-lo assistido em aula também. Chaplin não deve ter imaginado. O filme é mundialmente conhecido pela famosa cena onde Carlitos passa por dentro das emgrenagens de uma das máquinas da fábrica.

Depois foi a vez de Luzes da Cidade, um dos filmes mais emocionantes que já vi. O vagabundo se apaixona por uma vendedora de flores cega, a qual o confunde com um homem rico. O vagabundo prefere levar adiante a mentira e tenta ajudar a moça. Para isso ele não mediu esforços, tanto que chegou até a lutar boxe. O filme é espetacular, sem mencionar sua cena final, a mais emocionante do filme.

Em O Circo, o vagabundo se apaixona por uma malabarista de cavalos e resolve trabalhar no circo. Pobre Carlitos, não acerta nenhuma, ainda mais quando chega um novo membro no circo pelo qual sua amada se apaixona. Mas ele não desiste e luta, mesmo que o final não seja o esperado.

Charles Chaplin também fez muitos curtas. Um melhor do que o outro, impossível escolher um. Na época de Chaplin havia outro astro do cinema, Buster Keaton, com o qual não simpatizo muito. Inclusive existe uma cena memorável no filme de Bernardo Bertolucci em que dois de seus protagonistas - interpretados pelos jovens astros Michael Pitt e Louis Garrel - onde comparam as duas estrelas do cinema mudo. Pitt é a favor de Keaton, que ele é tão engraçado que o continua sendo mesmo sem fazer nada, mas Garrel ganha a discussão na minha opinião quando diz que a cena final de Luzes da Cidade quando Chaplin revê a vendedora - já operada e com sua visão de volta - o vê pela primeira vez, é como se nós o vissemos pela primeira vez também.

Nos dias de hoje é muito difícil encontrar um artista como Chaplin, apesar de haver um ator inglês que possuí algumas características "chaplianas", ele é Rowan Atkinson, o famoso Mr. Bean. Ele, sem precisar usar as palavras, consegue ser muito bem compreendido - apesar de haver filmes em que ele fala.


Chaplin sempre será o meu ator, diretor, roteirista, produtor e compositor favorito. Apesar de termos outros parecidos com ele, ainda está para nascer o homem ou mulher que será como ele. Até lá, contento-me em ver, rever e rever os eternos clássicos "chaplianos".


Café, cigarros e muita conversa!

Onze histórias. Nelas você verá e ouvirá de tudo: picolé de cafeína, visita ao dentista, Jessé Garon, Elvis Presley, torta e café, fórmula Indy, Nikola Tesla, chá e muitas outras coisas loucas, mas que no fundo têm fundamento e ligação no filme.

O filme tem seus créditos iniciais em preto e branco – assim como o filme inteiro – afinal, obviamente: preto = café e branco = cigarro. Se você prestar atenção nos detalhes, perceberá que em todas as cenas tem um elemento nestas cores, seja a mesa como um tabuleiro de xadrez, a xícara com detalhes ou as roupas das personagens.

Estes são os protagonistas das onze histórias: Roberto e Steven, dois desconhecidos e viciados em café; Joie e Cinqué irmãos gêmeos que não se dão tão bem, um garçon (Steve) que é fã de Elvis e interrompe a conversa dos irmãos com a teoria de Elvis ter um irmão gêmeo também; Iggy ou Jim e Tom em uma conversa onde música e medicina se misturam; Joe, Vinny e Vinny Jr., dois irmãos apontando o vício um do outro, um por café e outro por cigarro e um filho de poucas palavras atrás de dinheiro; Renée e E.J., uma mulher atrás da cor e temperatura perfeita de seu café enquanto um garçom lhe atrapalha; Alex e Isaach, amigos que não se vêem há tempos e sem problemas; Cate Blanchett em dose dupla, na pele de primas, uma bem sucedida e outra livre; Meg, Jack White e uma bobina de Tesla; Alfred e Steve, atores possíveis primos, um conhecido e outro no anonimato; GZA e RZA preferem chá, enquanto Bill Murray – que os serve – é viciado em cafeína; e finalmente Bill e Taylor que relembram e brindam a vida com café como se fosse champanhe.

Não há propaganda explícita a favor ou contra o consumo de café ou cigarros, somente em alguns curtas que são apontados alguns pontos negativos tanto do cigarro como do café.

Para mim, assistir Sobre Café e Cigarros foi uma experiência sensacional. Claro que alguns curtas poderiam ser melhores, algumas histórias são loucas e/ou vagas, enquanto outras proveitosas e/ou divertidas, mas as atuações valeram muito.


Confira este filme de fotografia lindíssima, que chega a relembrar clássicos e dê sua própria opinião.

Ah! Não esqueça do café!E se for fumante nada como o cigarro pra acompanhar também!

Seqüência de títulos dos curtas que compõem Sobre Café e Cigarros com o elenco:

1 – Estranho Conhecê-lo, com Roberto Benigni e Steven Wright.

2 – Gêmeos, com Joie Lee, Cinqué Lee e Steve Buscemi.

3 – Algum Lugar da Califórnia, com Iggy Pop e Tom Waits.

4 - Essas Coisas Vão Matá-lo, com Joe Rigano, Vinny Vella e Vinny Vella Jr..

5 – Renée, com Renée French e R.J. Rodriguez.

6 – Sem Problemas, com Alex Desças e Isaach de Bankolê.

7 – Primas, com Cate Blanchett e Cate Blanchett.

8 – Jack mostra a Meg sua bobina de Tesla, com Meg White e Jack White.

9 – Primos?, com Alfred Molina e Steve Coogan.

10 – Delírios, com GZA, RZA e Bill Murray.

11 – Champanhe, com Bill Rice e Taylor Mead.