terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os melhores em DVD de 2010

Durante o ano tivemos muitos lançamentos que chegaram às locadoras. Resolvi escolher o melhor de cada mês, na minha opinião, só que o mês de novembro foi impossível de decidir apenas um, então será o único que terá dois escolhidos. Não foi fácil escolher apenas um, você vai encontrar filmes de todos os gêneros e de todas as nacionalidades, mas todos tem algo em comum: todos me marcaram de alguma forma. Espero que vocês apreciem e senão os assistiram,
assistam, valem muito a pena.

JANEIRO


Diário Proibido (Diario de una ninfómana) de Christian Molina

FEVEREIRO

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) de Quentin Tarantino


MARÇO

Arraste-me para o Inferno (Drag Me to Hell) de Sam Raimi

ABRIL

Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos) de Pedro Almodóvar

MAIO

Zumbilândia (Zombieland) de Ruben Fleischer

JUNHO

Educação (An Education) de Lone Scherfig

JULHO

Ilha do Medo (Shutter Island) de Martin Scorsese

AGOSTO

Os Homens que não Amavam as Mulheres (Män Som Hatar Kvinnor) de Niels Arden Oplev

SETEMBRO


O Golpista do Ano (I Love You Phillip Morris) de Glenn Ficarra e John Requa

OUTUBRO

A Prova de Morte (Death Proof) de Quentin Tarantino

NOVEMBRO


The Runaways - As Garotas do Rock (The Runaways) de Floria Sigismondi

Salt (Salt) de Phillip Noyce
DEZEMBRO

A Origem ( The Inception) de Christopher Nolan

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

O ano está no fim e como sempre temos a retrospectiva dele. Para nós do "Langues de Feu" não poderia ser diferente. Em um especial divido em 3 postagens, vamos relembrar os filmes, seriados e livros que gostamos e desgostamos em 2010.

Nada como relembrar e dar dica dos filmes que assistismos este ano e amamos, falar sobre a expectativa da chegada de alguns ao cinema, falar sobre a febre do cinema 3D.
Os seriados que descobrimos, continuamos acompanhando, desistimos de continuar, a expectativa de fins de temporadas.Os livros que lemos, compramos, os que pretendemos ler no ano que vem. As descobertas em sebos da cidade, na internet, as dicas dos amigos e estranhos para futuras leituras.Cada assunto receberá dois posts, ou seja, Lady Tici apresentará sua retrospectiva de cada assunto e eu também.
Então, aguardem que logo logo iniciaremos esta retrospectiva.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu peço. Eu imploro. Me dê amor.

"Eu peço. Eu imploro. Me dê amor." Esta seria a frase perfeita para definir Vidas Amargas, em minha opinião, é claro. Baseado no livro de John Steinbeck, A Leste do Éden, Paul Osborn construiu um roteiro apartir das últimas 90 páginas das 600 que o livro possui. Ele fez um trabalho tão bom que, quem não leu o livro (assim como eu), acredita que o mesmo retrata apenas disso: Cal buscando o amor do pai.
A Leste do Éden, conta a história de Adão, um fazendeiro na região de Salinas, Califórnia, que se apaixona por Kate, que se sente atraída pelo cunhado Charles. Nove meses depois ela dá a luz a gêmeos: Aron, filho de Adão, e Caleb, filho de Charles. Não muito tempo depois, Kate abandona o marido e os filhos, e vai viver um mundo de luxúria. Passa-se um longo período, os gêmeos estão na fase dramática da adolescência, no período em que acontece a Primeira Guerra Mundial. E é ai que o filme começa.
Aron (Richard Davalos) é o filho favorito, que namora Abra (Julie Harris), que sente uma atração por Cal (James Dean) que retribui, e que busca conquistar o amor do pai (Raymond Massy). Esta busca pelo amor do pai que é a principal atração do filme, os desejos, faz com que nos identifiquemos um pouco também. Cal sabe que é uma pessoa ruim, e no decorrer da história, ele vai atrás da mãe, pois sabe que ela assim como ele é ruim. Aquele anseio por achar alguém igual, é angustiante. Mas é nas cenas de Cal e Abra que você realmente se emociona. A expressão de James Dean fica encantadora, aqueles olhos piedosos, buscando consolo, e amor. Na cena em que Cal, dá o dinheiro para seu pai, que ele conseguiu plantando feijão, é de chorar, e não é pra menos. A cena foi feita no improviso, mudada na hora por James Dean, ele deveria sair de cena depois que Raymond (seu pai na ficção) recusa o dinheiro, mas Jimmy abraçou Raymond, chorou, resmungou um "Eu te odeio" e saiu porta a fora.
Esta cena, ficou memoravél, até porque lembra muito a própria vida de James Dean, que não se dava bem com o pai. E assim também mantinha uma relação difícil nos bastidores com Raymond, que não gostava das atitudes de Jimmy.
O filme é simplesmente magnifico! Não há como não se emocionar. Elia Kazan fez um trabalho maravilhoso ao dirigir este filme, e deixando James Dean livre para sua improvisação. Elias é gênio. Não deixe de conferir.