sábado, 27 de novembro de 2010

Sons Of Anarchy

Eis que surge uma série nada convencional, para mim é claro. Sons Of Anarchy me surpreendeu, ainda mais quando eu nem sabia de sua existência, e ainda mais por ter sua história com uns toques shakesperiano.
Sons Of Anarchy é um clube de motoqueiros fora da lei com várias sedes pelos Estados Unidos e no exterior. A série é focada no grupo fundador, Sons Of Anarchy Motorcycle Club, Redwood Origina, chamado pela sigla SAMCRO ou Sam Crow. A série se passa na cidade fictícia Charming, muitas vezes na sede do Clube que fica ao lado de uma Mecânica. Liderados pelo presidente Clay Morrow, o clube controla e protege a cidade através de subornos e intimação violenta. Todos usam coletes com o patch da SOA na parte de trás, que é um Ceifeiro empunhando uma M-16 com uma lâmina de foice sangrenta e segurando uma bola de cristal, com a Anarquinha "A". Só os membros efetivos podem usar o patch.
Todos os sócios tem seus "trabalhos diários" grande parte trabalha na mecânica Teller Morrow. Mas a principal renda vem da importação ilegal de armas, que eles modificam e vendem aos traficantes de East Bay, junto com a proteção dos carregamentos. SAMCRO lida com diversos rivais, outras MC's, os Nords liderados por Enerst Darby, os Maias liderados por Marcus Alvarez, máfia chinesa Lin Triad, liderados por Henry Lin, o italiano de família americana Cacuzza, o IRA, que supre com as armas ilegais de fabricação russa, o One-Niners, um gangue de rua de Afro-Americanos, a quem SAMCRO vende armas.
Mas eis que por trás dessa história toda surge Shakespeare! Isso mesmo. A história entre os protagonistas tem uma imagem limpa das personagem de Hamlet. Clay Morrow é nada mais que o Rei Claudio, Jax seu enteado é Hamlet, e sua mãe Gemma estrela como a Rainha Gertrude. Jax começa a refletir sobre o SOA após o nascimento de seu filho, além disso Jax se "comunica" com o pai já morto através de um manuscrito deixava pelo pai. (Hamlet se comunicava com o fantasma de seu pai, literalmente.) Há algumas referencias ao decorrer da série em relação a Hamlet.No episódio 9 da 2 temporada, Clay faz uma possível referencia a Hamlet ao falar "Eu vou lidar com o pequeno príncipe.", uma referencia para Jax. No próximo episódio Jax é novamente chamado de "o príncipe" mas pela agente Stahl. E a várias referencias a Clay como Rei e a Gemma como Rainha. Em outra ocasião Ope fala a Jax que ele quer ser a cisão de Clay para ser Rei.
A série traz situação diversas desde ação até o humor negro. A serie está para ter a sua 3 temporada lança no próximo mês, Setembro. Esperamos que a série siga por muito tempo. Vida longa a SAMCRO.

domingo, 21 de novembro de 2010

James Dean

James Dean. Em algum momento de sua vida, você ouviu este nome,mesmo que você não soubesse de quem estavam falando. James Dean foi muito mais do que um ícone, mais do que um simples ator, um menino órfão que sonhou em ser artista de cinema. James Dean era... Ator, filho, órfão, amigo, escritor, artista, cineasta, era Artista.
Nos anos 50 tudo era novo, qualquer passo dado fora do "normal" chamava a atenção, e isso James Dean tinha de sobra para mostrar. Com sua beleza indiscutivel, ele fora atleta na juventude, tivera vários óculos quebrados, e fazia parte do grupo de teatro da escola. Ganhou prêmio numa competição de leitura e interpretação de poemas, quando fora para um grupo mais importante de teatro, recebeu criticas, mas isso não o deixou abalado.
James tinha coragem, e determinação para conseguir o que queria, a única coisa que ele tinha grande dificuldade de conseguir era o respeito e o amor do pai por ele. Chegando em Hollywood James lutou para conseguir papeis, conseguiu se destacar em uma peça, O Imoralista, ganhou criticas boas, e decolou para o sucesso. Elia Kazan escalou ele para o seu filme Vidas Amargas, onde teve uma grande oportunidade de brilhar, e brilhou, e muito.
Ficou conhecido mundialmente mesmo pelo seu segundo filme, Juventude Transviada, onde retratou os adolescentes da década de 50, loucos para gritarem com seus pais, e ganharem atenção, deu certo. Desde então James se tornou uma referencia para toda uma geração, onde começaram a buscar seus ideais e conquistas. James Dean era apaixonado por velocidade, nessa altura ele já tinha um bom cache e comprara seu Porsche Spyder, que usaria dali em diante para suas corridas. A Warner contratou James Dean com o salário mais alto da época, 1 milhão de dólares, há rumores de que foram 900 mil dólares, simplesmente pelo fato, de que o Sr. Warner não queria que James Dean fosse o primeiro a ter esse salário.

James começou a filmar seu terceiro filme, que viria a ser seu último. O set de filmagens era tenso, já que Rock Hudson e James Dean não se davam muito bem, fora que James teve problemas com o próprio diretor. As filmagens acabaram, e Jimmy iria participar de uma corrida em Salinas, sem autorização de seu empregador (pois tinham medo de que acontecesse alguma coisa, James fora proibido de dirigir durante as filmagens.). Mas em 30 de Setembro de 1955, James pegou seu Porsche e junto com um amigo fora dirigindo até Salinas. Num cruzamento um carro se choca com o de James, seu companheiro nada sofreu, assim como o rapaz do outro carro, apenas James teve um desfecho mortal. James Dean deixara de existir fazendo o que mais gostava: dirigir.
James Dean virou um ícone, todos os anos nessa data, diversas pessoas se encontram para um festival em homenagem ao seu ídolo. James pode ter morrido fisicamente, mas espiritualmente ele permaneceu entre todos aqueles que o amavam e idolatravam.
James planejava para o futuro ser diretor, deixara apenas um curta metragem registrado, mais um pedaço da grandiosidade de talento que ele tinha.

Um humor de classe.

Para as pessoas que curtem um filme com maior classe, sem besteirol, mas com situações que são dificieis de acontecer no nosso dia-a-dia, a comédia de Billy Wilder, Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, é uma grande pedida.
Com um elenco de primeira e talentosa, a comédia conta a história de dois músicos e amigos que fogem depois de serem testemunhas de um assasinato relacionado com os gangsters. Jack Lemon e Tom Curtis interpretam esses músicos, que para se livrarem da morte, se vestem de mulheres e vão para a Florida junto com uma banda de mulheres. Entre essas mulheres está Sugar (Marilyn Monroe), e é claro que Josephine (que se chama Joe, interpretado por Tom Curtis) se apaixona por ela. Entre ser "amiga", Josephine se transforma em Shell um homem rico que busca conquista-la. Já Daphne (Jerry, interpretado por Jack Lemon) chama a atenção de Osgood, um homem rico que começa a persegui-lo, tentando a conquistar.
A comédia é simplesmente deliciosa, leve e glamourosa. Uma simples história levada de forma direta, sem enrolações e brigas, coisa que hoje nào vemos mais nos filmes. Como toda comédia dos anos 50, pelo o que eu assisti, a mocinha enganada descobre a verdade, mas em vez de brigar e se lamentar, para mais tarde se arrepender e ir atrás do amado, a mocinha descobre a verdade e sem pestanejar, corre para os braços do amado.
Talvez você ache sem graça. Mas lhe digo algo que percebi. A história me vez lembrar de um determinado filme atual, de alguns anos atrás, chamado As Branquelas. Você já deve ter ouvido falar, até ter visto, a história pode ser um pouco diferente, mas ambos tem seus protagonistas homens vestidos de mulheres, um deles se passa por homem em tempo livre para conquistar uma mulher, e o outro é perseguido por um homem. Pode parecer tolice, mas me lembrei logo de cara da semelhança.
A única diferença entre os dois também, e que me deixa chateada é que, se colocarmos 50 pessoas assistir os dois filmes, 48 pessoas acharam que As Branquelas é melhor do que Quanto Mais Quente Melhor. Os tempos são outros, as pessoas não se importam mais com o glamour do humor, quanto mais besteirol, melhor. Mas se você for daquelas pessoas que adoram matar a curiosidade, por favor assista a está obra prima, tenho certeza que você irá gostar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Para os apaixonados por livros


Uma nova sensação na internet e dessa vez para loucos por livros. Isso mesmo, agora é a vez do Skoob bombar depois do orkut, last.fm, twitter, filmow e afins. Lá você cadastra todos os livros que você leu, lerá, pode trocar livros e muitas outras coisas legais, confira e cadastre-se: www.skoob.com.br

Através do Skoob encontrei um blog fantástico também o "Faz Parte...", além de encontrar resenhas de livros, você pode participar de promoções. Agora para o mês de dezembro o blog divulga a promoção "Quero o livro...", onde você pode escolher o qual quer ganhar, legal né? Sem falar que você conhecerá pessoas fantásticas em ambos os sites. Vai ai o link também do "Faz Parte...".

Link Blog: http://fazparte-ni.blogspot.com/
Link Promoção "Quero o Livro...": http://fazparte-ni.blogspot.com/2010/10/promocao-quero-o-livro.html

domingo, 24 de outubro de 2010

O Eterno Charles Chaplin

Charles Spencer Chaplin nasceu em Londres, Inglaterra, em 16 de abril de 1889. Sua mãe Lili Harley era atriz de comédia e seu pai o abandonou quando criança.

Conhecido mundialmente como Charles Chaplin, Carlitos ou o Vagabundo, foi e ainda é o maior gênio do cinema. Seu cinema era o verdadeiro cinema, a real atuação. Quem não o conhece? Quem não viu ao menos uma cena de seus filmes? Acho difícil alguém não o conhecer. Chaplin nos fez rir e chorar, foi ousado, tanto que, se revoltou com a criação do cinema falado. Quem na época teria tamanha coragem e ousadia para fazer um filme sobre o nazismo, satirizando o próprio Adolf Hitler. Chaplin nos emocionou em O Garoto e Luzes da Cidade. Carlitos atuava com alma e coração. Basta olhar em seus olhos e você sabe exatamente o que ele estava sentindo.

Um dos primeiros filmes que vi foi Tempos Modernos, quem diria que este filme se tornaria tão importante, a ponto de se tornar praticamente obrigatório assisti-lo na escola - pena que eu não tive a sorte de tê-lo assistido em aula também. Chaplin não deve ter imaginado. O filme é mundialmente conhecido pela famosa cena onde Carlitos passa por dentro das emgrenagens de uma das máquinas da fábrica.

Depois foi a vez de Luzes da Cidade, um dos filmes mais emocionantes que já vi. O vagabundo se apaixona por uma vendedora de flores cega, a qual o confunde com um homem rico. O vagabundo prefere levar adiante a mentira e tenta ajudar a moça. Para isso ele não mediu esforços, tanto que chegou até a lutar boxe. O filme é espetacular, sem mencionar sua cena final, a mais emocionante do filme.

Em O Circo, o vagabundo se apaixona por uma malabarista de cavalos e resolve trabalhar no circo. Pobre Carlitos, não acerta nenhuma, ainda mais quando chega um novo membro no circo pelo qual sua amada se apaixona. Mas ele não desiste e luta, mesmo que o final não seja o esperado.

Charles Chaplin também fez muitos curtas. Um melhor do que o outro, impossível escolher um. Na época de Chaplin havia outro astro do cinema, Buster Keaton, com o qual não simpatizo muito. Inclusive existe uma cena memorável no filme de Bernardo Bertolucci em que dois de seus protagonistas - interpretados pelos jovens astros Michael Pitt e Louis Garrel - onde comparam as duas estrelas do cinema mudo. Pitt é a favor de Keaton, que ele é tão engraçado que o continua sendo mesmo sem fazer nada, mas Garrel ganha a discussão na minha opinião quando diz que a cena final de Luzes da Cidade quando Chaplin revê a vendedora - já operada e com sua visão de volta - o vê pela primeira vez, é como se nós o vissemos pela primeira vez também.

Nos dias de hoje é muito difícil encontrar um artista como Chaplin, apesar de haver um ator inglês que possuí algumas características "chaplianas", ele é Rowan Atkinson, o famoso Mr. Bean. Ele, sem precisar usar as palavras, consegue ser muito bem compreendido - apesar de haver filmes em que ele fala.


Chaplin sempre será o meu ator, diretor, roteirista, produtor e compositor favorito. Apesar de termos outros parecidos com ele, ainda está para nascer o homem ou mulher que será como ele. Até lá, contento-me em ver, rever e rever os eternos clássicos "chaplianos".


Café, cigarros e muita conversa!

Onze histórias. Nelas você verá e ouvirá de tudo: picolé de cafeína, visita ao dentista, Jessé Garon, Elvis Presley, torta e café, fórmula Indy, Nikola Tesla, chá e muitas outras coisas loucas, mas que no fundo têm fundamento e ligação no filme.

O filme tem seus créditos iniciais em preto e branco – assim como o filme inteiro – afinal, obviamente: preto = café e branco = cigarro. Se você prestar atenção nos detalhes, perceberá que em todas as cenas tem um elemento nestas cores, seja a mesa como um tabuleiro de xadrez, a xícara com detalhes ou as roupas das personagens.

Estes são os protagonistas das onze histórias: Roberto e Steven, dois desconhecidos e viciados em café; Joie e Cinqué irmãos gêmeos que não se dão tão bem, um garçon (Steve) que é fã de Elvis e interrompe a conversa dos irmãos com a teoria de Elvis ter um irmão gêmeo também; Iggy ou Jim e Tom em uma conversa onde música e medicina se misturam; Joe, Vinny e Vinny Jr., dois irmãos apontando o vício um do outro, um por café e outro por cigarro e um filho de poucas palavras atrás de dinheiro; Renée e E.J., uma mulher atrás da cor e temperatura perfeita de seu café enquanto um garçom lhe atrapalha; Alex e Isaach, amigos que não se vêem há tempos e sem problemas; Cate Blanchett em dose dupla, na pele de primas, uma bem sucedida e outra livre; Meg, Jack White e uma bobina de Tesla; Alfred e Steve, atores possíveis primos, um conhecido e outro no anonimato; GZA e RZA preferem chá, enquanto Bill Murray – que os serve – é viciado em cafeína; e finalmente Bill e Taylor que relembram e brindam a vida com café como se fosse champanhe.

Não há propaganda explícita a favor ou contra o consumo de café ou cigarros, somente em alguns curtas que são apontados alguns pontos negativos tanto do cigarro como do café.

Para mim, assistir Sobre Café e Cigarros foi uma experiência sensacional. Claro que alguns curtas poderiam ser melhores, algumas histórias são loucas e/ou vagas, enquanto outras proveitosas e/ou divertidas, mas as atuações valeram muito.


Confira este filme de fotografia lindíssima, que chega a relembrar clássicos e dê sua própria opinião.

Ah! Não esqueça do café!E se for fumante nada como o cigarro pra acompanhar também!

Seqüência de títulos dos curtas que compõem Sobre Café e Cigarros com o elenco:

1 – Estranho Conhecê-lo, com Roberto Benigni e Steven Wright.

2 – Gêmeos, com Joie Lee, Cinqué Lee e Steve Buscemi.

3 – Algum Lugar da Califórnia, com Iggy Pop e Tom Waits.

4 - Essas Coisas Vão Matá-lo, com Joe Rigano, Vinny Vella e Vinny Vella Jr..

5 – Renée, com Renée French e R.J. Rodriguez.

6 – Sem Problemas, com Alex Desças e Isaach de Bankolê.

7 – Primas, com Cate Blanchett e Cate Blanchett.

8 – Jack mostra a Meg sua bobina de Tesla, com Meg White e Jack White.

9 – Primos?, com Alfred Molina e Steve Coogan.

10 – Delírios, com GZA, RZA e Bill Murray.

11 – Champanhe, com Bill Rice e Taylor Mead.

terça-feira, 4 de maio de 2010

100 Escovadas Antes de ir para a Cama


Melissa P. Aos olhos de muitas meninas era uma puta mas também aos olhos dos meninos e homens. Mas vendo por um lado diferente as atitudes de Melissa, você percebe que ela não pode ser classificada como tal. Ter desejos, querer conhecer mais afundo o próprio corpo, conhecer o Desconhecido, deixar que outras pessoas entrem em contato com seu sexo, experimentar coisas novas a torna puta? Prefiro não usar este termo. Boa parte das meninas da idade de Melissa (15, 16 anos) possuem os mesmos desejos mas não a mesma coragem dela. Ao ler "100 Escovadas Antes de ir para a Cama" você percebe muitas coisas, bem, eu tenho muitas coisas em comum com Melissa, não sai por aí procurando por homens para saciar meus desejos, mas não significa que nunca passou pela minha cabeça. Procurar em diferentes camas possíveis amores, saciar desejos e despertar outros, é muito dificil ter a mesma coragem que ela teve. Vivemos em uma sociedade ainda muito conservadora e isso impede muito de realizarmos nossas coisas. O medo de sermos julgados por tais atitudes nos privam de muita coisa, mesmo você não ligando para o que irão pensar de você, pensamos automaticamente numa possibilidade diferente de fazer sem sermos julgados. É, tem muito chão ainda para ganhar uma coragem deste tamanho, mas por enquanto estou bem, sem necessidades absurdas de saciar meus desejos mais secretos. Enquanto isso me delicio com as fantasias de Melissa...